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Nova técnica cirúrgica é realizada no HE para corrigir malformação congênita em recém-nascido
A cirurgia durou cerca de 15 minutos
Assessoria de Comunicação e Marketing AISI/FMIt/HE 24/01/2018 09:47

     Uma técnica cirúrgica, inédita na região, foi realizada pelas equipes de cirurgia pediátrica, obstétrica e de anestesiologia do Hospital Escola da Faculdade de Medicina de Itajubá (HE), para corrigir uma malformação congênita no abdômen de um recém-nascido, denominada Gastrosquise. 
     A Gastrosquise, doença que se caracteriza pela presença de uma abertura localizada à direita do umbigo, expondo vísceras abdominais como estômago e intestinos, foi tratada  utilizando  a técnica 'Simile-EXIT' (criada pelo cirurgião pediátrico argentino Javier Svetliza /2014).
       O procedimento consiste em corrigir a fissura congênita imediatamente após o parto, quando o bebê ainda está ligado à mãe pelo cordão umbilical. “A cirurgia deve ser realizada antes do bebê respirar pois, enquanto está ligado ao cordão umbilical e à placenta, consegue ficar sem respirar por alguns minutos e isso é importante para o sucesso da cirurgia.”, contou o cirurgião pediátrico Dr. Hélio Alves. 
       O especialista descreve que, quanto maior o tempo entre o parto e a cirurgia, mais o bebê chora, enchendo as alças intestinais com ar, provocando edemas nas alças e maior risco de infecção. “Com a nova técnica, é administrado anestésico geral na mãe durante a cesariana, que passa pela circulação placentária até o bebê, fazendo com que ele não chore e não encha as alças intestinais de ar. Com o bebê ainda ligado à placenta, a recolocação das vísceras é realizada. O tempo cirúrgico leva em torno de 15 minutos”. 
      Nas cirurgias convencionais, o intestino é revestido em um saco plástico, e só depois as alças são torcidas e colocadas de volta gradualmente, com anestesia geral, levando cerca de 2 horas. Em seguida, o bebê fica na UTI neonatal, e só recebe alta entre 30 e 60 dias.
     A gestante estava sendo acompanhada há cerca de um mês no ambulatório de Pré-Natal do HE, quando foi diagnosticada a malformação e encaminhada ao ambulatório de Cirurgia Pediátrica, e a cesariana foi programada assim que ela completou a 38ª semana de gestação.

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